Existem no Brasil, oficialmente, 55 espécies de mamíferos aquáticos, sendo que nove delas estão sob ameaça de extinção, como é o caso do simpático Peixe-Boi-Marinho, cuja população no País não ultrapassa os 500 exemplares.
Neste espaço, a FMA traz para você, numa linguagem acessível, informações e curiosidades sobre o peixe-boi e outros mamíferos marinhos distribuídos ao longo da costa brasileira, como a baleia jubarte, a baleia franca, o golfinho rotador e o golfinho nariz-de-garrafa. A cada mês, um novo mamíferos aquático será contemplado neste espaço. Confira!
Reino: Animal
Filo: Chordata
Ordem: Cetácea
Subordem: Odontocetos
Família: Delfins
Gênero: Stenella
Espécie: Stenella longirostris
Peso: entre 75 kg
Comprimento: até 2 metros
Expectativa de vida: desconhecida
Status de conservação da espécie: insuficientemente conhecida
O rotador é um dos golfinhos mais coloridos, com o corpo dividido em três cores: cinza escuro no dorso (parte de trás), cinza claro nos flancos (lateral) e branco no ventre (barriga). Eles têm esse nome porque conseguem girar o corpo até sete vezes quando saltam fora da água. Conhecidos cientificamente como Stenella longirostris, costumam viver em grupos de 3 a 50 indivíduos e sabem trabalhar em equipe, pois as decisões são tomadas em conjunto pelo grupo.
Os exemplares da espécie podem atingir 2 metros de comprimento, pesar 75 kg e "nadar" a uma velocidade impressionante de até 70 km/h. Assim como os humanos, os golfinhos têm respiração pulmonar e, por isso, precisam vir à superfície periodicamente para respirar. Ao invés de nariz, eles possuem um "orifício respiratório" (espiráculo), como um pequeno buraco, localizado em cima da cabeça, que se abre quando o golfinho chega à superfície, e se fecha quando ele volta a mergulhar.
Os rotadores também possuem olhos muito parecidos com os do homem, conseguindo distinguir cores, enxergar dentro e fora da água e identificar outros membros do grupo, embarcações ou mesmo obstáculos na água, contando também com o apoio do sonar para se localizarem. Para se comunicar entre eles, os golfinhos utilizam sons (como assobios altos) e saltos (linguagem corporal), que variam de acordo com o comportamento do grupo e do animal.
Uma mesma fêmea costuma cruzar com diversos machos do grupo, independente de estar na época reprodutiva. Assim, na estrutura social da espécie não existe a figura do pai, apenas a da mãe, que carrega os filhotes na barriga por um período de 10 meses e meio.
Quando nascem, os filhotes têm, em média, 75 cm de comprimento. Para mamar, eles fazem um verdadeiro malabarismo: ficam de lado e esfregam o focinho na fenda mamária da mãe, por onde é expelido o leite.
Desenvolver estratégias e ações que promovam a conservação dos mamíferos aquáticos e seus habitats é nosso compromisso.
Denise Castro
Diretora Presidente, FMA
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