Mamíferos Aquáticos  //  Peixe-Boi-Marinho

Mamíferos Aquáticos

Ocorrem no Brasil, de acordo com o Plano de Ação Mamíferos Aquáticos do Brasil (2001), 50 espécies de mamíferos aquáticos, sendo que 11 delas estão sob algum grau de ameaça de extinção, como é o caso do simpático Peixe-Boi-Marinho, cuja população no país não ultrapassa os 500 exemplares.

Neste espaço, a FMA traz para você, numa linguagem acessível, informações e curiosidades sobre o peixe-boi e outros mamíferos aquáticos distribuídos ao longo da costa brasileira, como a baleia-jubarte, a baleia-franca, o golfinho-rotador e o golfinho-nariz-de-garrafa. Periodicamente novos mamíferos aquáticos serão contemplados neste espaço. Confira!

Peixe-Boi-Marinho

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Reino: Animal
Filo: Chordata
Ordem: Sirenia
Família: Trichechidae
Gênero: Trichechus
Espécie: Trichechus manatus
Peso: até 600 kg
Comprimento: até 4 metros
Expectativa de vida: até 60 anos
Status de conservação da espécie: criticamente ameaçada de extinção

Eles são verdadeiros gigantes do mar. Fortes, chegam a atingir 4m de comprimento e pesar impressionantes 600 kg. Medidas 'exuberantes', que contrastam com o temperamento dócil e cativamente dos exemplares da espécie Trichechus manatus, mais conhecida como peixe-boi-marinho.

De cara arredondada, olhos pequenos e corpo roliço, o mamífero aquático ganhou esse nome por se alimentar, principalmente, de uma planta chamada capim-agulha, encontrada nos estuários. Herbívoro, o peixe-boi também se alimenta de algas marinhas e folhas de mangue e, quando adulto, é capaz de consumir até 60 kg de plantas aquáticas por dia!


Os exemplares da espécie têm a pele rugosa, com a cor variando entre cinza e marrom-acinzentado. No focinho, muitos pelos, chamados vibrissas ou pelos táteis. Eles são muito sensíveis ao movimento ou ao toque, tal como acontece com os bigodes dos gatos. Suas narinas estão na parte de cima do focinho, com duas grandes aberturas. Ele não tem orelhas, mas consegue escutar muito bem. Os ouvidos são dois pequenos orifícios, localizados um pouco atrás dos olhos.

A boca do peixe-boi é grande e os lábios de cima são amplos e movimentam-se como "garras" na hora de se alimentar, pois só possuem dentes na parte de trás da boca. Para nadar, o peixe-boi impulsiona sua nadadeira caudal, usando as duas nadadeiras peitorais (que possuem unhas) para controlar os movimentos. Apesar de bastante pesado, ele consegue ser bem ágil dentro d'água.

POR ONDE ANDAM?
No Brasil, já foi possível encontrar a espécie desde a região costeira do Espírito Santo até o extremo norte do Amapá. Hoje a população está distribuída, de forma descontínua, do estado de Alagoas até o Amapá. Além disso, atualmente existe um espécime que foi reintroduzido no estado de Alagoas e deslocou-se para o estado de Sergipe, apresentando eventuais deslocamentos até o início do litoral norte da Bahia.

REPRODUÇÃO
Uma fêmea de peixe-boi carrega o seu filhote na barriga por um período de 12 a 14 meses. Geralmente, a 'mamãe' dá à luz em pleno verão, entre os meses de outubro e março, nascendo apenas um filhote por gestação. O nascimento de gêmeos também pode acontecer, embora seja bastante raro.

Após o nascimento do filhote, a fêmea demora de três a quatro anos para engravidar novamente. Durante os dois primeiros anos, ela cerca o seu rebento de cuidados. É ela quem ensina o filhote a nadar, subir à superfície para respirar, e se alimentar.

Nos primeiros dias de vida, o 'pequeno' alimenta-se exclusivamente do leite da mãe, fundamental para o seu desenvolvimento. Com o passar do tempo, ele começa a imitar a alimentação da matriarca e passa a ingerir também pequenas algas e capim-agulha.
CURIOSIDADES

COMUNICAÇÃO

O peixe-boi se comunica através de pequenos 'gritos', chamados vocalizações. Esta comunicação é muito importante entre a mãe e o filhote. A fêmea é capaz de reconhecer o seu filhote entre muitos outros apenas pela vocalização.

FÔLEGO

Os peixes-bois, quando em atividade, podem ficar de 1 a 5 minutos debaixo d'água, sem respirar. Depois disso, eles precisam subir à superfície para "reabastecer" os pulmões. Já se estiverem em repouso, eles podem permanecer até 20 minutos submersos.

DORMINHOCO

Os exemplares da espécie adoram um cochilo. Eles chegam a passar metade do dia dormindo.