A trajetória de 27 anos da Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA) proporcionou a execução de iniciativas no âmbito da conservação ambiental, bem como experiência adquirida em busca da sustentabilidade socioambiental. Neste processo, seus pesquisadores identificaram o nicho dos mamíferos aquáticos como carente em informação científica e, a partir disso, a Fundação conseguiu ampliar seu leque de atuação para entender os danos causados pela ação humana no ambiente dos animais – sejam mamíferos aquáticos, tartarugas ou aves marinhas.

Atualmente, a FMA é reconhecida como importante instituição de pesquisa, defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável. Alguns dos principais resultados alcançados nessa trajetória de crescimento e diversificação profissional, atrelados à conservação dos mamíferos aquáticos e seus habitats em prol do equilíbrio ambiental, seguem abaixo:

  • Desenvolvimento de tecnologias e técnicas inovadoras para a conservação, pesquisa e manejo dos mamíferos aquáticos;
  • Conhecimento científico sobre o peixe-boi a serviço da conservação;
  • Capacitação de profissionais especializados, através de estágios e atuação profissional;
  • Conscientização e sensibilização das comunidades litorâneas, com crescente envolvimento e conhecimento sobre os peixes-bois;
  • Desenvolvimento de comunidades locais em áreas de atuação dos projetos, inclusive com ações de geração de renda;
  • Valorização social e turística dos peixes-bois, com difusão de informações e imagem carismática do animal, e sensibilização para a conservação, com gradativa redução da caça;
  • Contribuições efetivas no processo de criação e manejo de Unidades de Conservação federais, como as APAs da Costa dos Corais (AL-PE), da Barra de Mamanguape (PB) e do Delta do Parnaíba (PI-MA);
  • A FMA possui membros representantes nos seguintes espaços coletivos de discussão participativa: Conselho Consultivo da Apa de Piaçabuçu (titular e suplente); Conselho Consultivo da Reserva Biológica de Santa Isabel (titular e suplente), bem como em seu Conselho do Fórum de Entidades Ambientalistas do Estado de Sergipe;
  • Participação na criação da Rede de Encalhes de Mamíferos Aquáticos do Norteste (Remane);
  • Desenvolvimento e apoio a pesquisas científicas, com cerca de 90 trabalhos científicos publicados com a participação de integrantes da Fundação Mamíferos Aquáticos;
  • Contribuição efetiva para as seguintes publicações em livros, que são algumas das referências para a área de mamíferos aquáticos: “Projeto Peixe-Boi – a história da conservação de um mamífero brasileiro”, “Protocolo de Conduta para Encalhes de Mamíferos Aquáticos da REMANE”, “Atlântico Sul: Um Santuário de Baleias” e “Protocolo de Reintrodução de Peixe-Boi-Marinho”;
  • Formalização de convênios entre organizações do âmbito científico, como Fapitec e Fapese, e o Convênio MAR – firmado entre FMA e Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP).

 

Produção de conhecimento técnico-científico

A Fundação Mamíferos Aquáticos também tem a produção e difusão de conhecimento técnico e científico como meta institucional. Por isso, mantém convênios com instituições de ensino superior em todo o Brasil; apoia e desenvolve pesquisas científicas; exercendo importante papel para a formação de profissionais na área de conservação marinha. Tudo isso porque apresenta uma vasta produção científica, com mais de 100 trabalhos científicos publicados, que contaram com a participação da Instituição.

A FMA tem atuado em parceria com diversas instituições de ensino e pesquisa, a exemplo: Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Sergipe (Fapese), Faculdade Pio Décimo, Fundação Universidade do Rio Grande (FURG), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Universidade Tiradentes (Unit),  Universidade Luterana do Brasil (ULBRA); Universidade do Vale do Itajaí (Univali); Faculdade Pio Décimo; Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita (UNESP); Fundação de Ensino Superior de Bragança Paulista (Fesb); Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Universidade Estadual de Londrina (UEL); Universidade Federal de Goiás (UFG); Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC); Universidade Estadual de Maringá (UEM); Universidade Federal de Alagoas (UFAL); Universidade Federal do Paraná (UFPR); Universidade Federal de Sergipe (UFS).